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quinta-feira, 12 de abril de 2012

A decisão é de quem ?

A questão tem dividido opiniões. A briga entre Fé e ciência, religião e Direito tem dado pano pra manga nos últimos dias. O acontecimento, levou inúmeros fiéis a uma corrente a favor da vida. Por enquanto o veredito vencedor é a favor da liberação do aborto de bebês anencéfalos. Entendamos então: os argumentos levantados é que é "uma gravidez funeral", a "maioria morre durante a gestação, ou ainda tem uma curtíssima sobrevida" (Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira). A vida nascida, pode durar 3 segundo, 3 minutos, 3 horas, não é fator decisivo para a sua eliminação consentida. À vida humana, gestada ou nascida, garante-se sua inviolabilidade, impedindo-se sua morte. Mas, afinal,  quando começa a vida ?! 
Segundo Claudio Fontenele, "Se vida há que se auto-movimenta no corpo materno, com ou sem deformações, mas se auto-movimenta, e vive, então como matá-la, por perspectiva meramente cronológica de sua existência?!"
O princípio da dignidade da pessoa humana, assim como o da inviolabilidade da vida humana, ambos contemplam a vida e a pessoa humanas em todos os seus ciclos, desde o momento-embrião até o momento-ancião, se os ciclos cumprem-se normalmente, como já o disse antes, não fazendo o menor sentido atribuir-se  a tal, ou qual, ciclo maior, ou menor, proteção constitucional.
Não existe meia-vida como não existe meia-gravidez...
Serão sempre duas vias que gerarão sofrimento para a mãe e as pessoas do seu convívio. Se a gravidez é levada até o fim, mas o bebê morre, a mãe sofre. Deixa um vazio, fica a dor. 
Caso ela opte pelo aborto, sofre com o sentimento de culpa e em muitas ocasiões desperta na mulher o receio de ter outros filhos. Ficam consequências sérias, além das marcas profundas no campo psíquico e espiritual e do dano físico. 
O ministro Cezar Peluso, um dos votante contra o aborto, argumentou que os bebês anencéfalos enquadram-se como seres vivos e não podem ser considerados coisas ou 'lixo', o que dá a eles o direito fundamental de viver."O fato do anencéfalo ter vida, apesar da mutilação, nada lhe rouba a dignidade humana, nem o transforma em coisa",  destacou. A decisão, então, é de quem ? Do Estado ? Da mulher ? Ou não há nada do que se decidir ? O curso da vida deverá ser levado até as ultimas consequências. Por que mudar o curso da história ? Por que mudar a ordem natural das coisas ?!


"O ato de amor é a mais forte certeza do homem, o cogito existencial irrefutável: amo, logo o ser é, e a vida vale ( a pena ser vivida). " Emmanuel Mounier



O bebê anencéfalo ser é.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Carta aos Jovens

Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc-man.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
" Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos" 


João Paulo II